Livro de David (Paul) Yonggi Cho ” A Quarta Dimensão”
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A QUARTA
DIMENSÃO
Um guia para o viver vitorioso
Paul Yonggi Cho
Tradução de
João Barbosa Batista
ISBN0-8297-1281-X
Categoria: Inspirativo
Traduzido do original em inglês:
The Fourtk Dimension
Copyright © 1979 by Paul Yonggi Cho
Copyright © 1980 by Editora Vida
l.a impressão 1981
2.a impressão 1982
3.a impressão 1983
4.a impressão 1983
5.a impressão 1984
6.a impressão 1984
7.a impressão 1985
8.a impressão 1985
9.a impressão 1985
10.a impressão 1986
1 l.a impressão 1986
12.a impressão 1986
13.a impressão 1986
14.a impressão 1987
15.a impressão 1987
16.a impressão 1988
17.a impressão 1989
Todos os direitos reservados na língua portuguesa por
Editora Vida, Miami. Florida 33167 — E.U.A.
Capa: Ray Smenner
DEDICATÓRIA
Este livro é dedicado a todos os que
… procuram …
… esquadrinham …
… e lutam …
buscando encontrar um caminho de fé consistente pelo qual andar.
ÍNDICE
Apresentação …………………………………………………………… 06
Prefácio ………………………………………………………………….. 07
Introdução ………………………………………………………………… 08
1. Incubação: uma lei da fé ……………………………………….. 11
2. A quarta dimensão ………………………………………………… 22
3. O poder criador da palavra falada ……………………………. 34
4. Rhema …………………………………………………………………. 42
5. A escola de André ………………………………………………….. 53
6. O endereço de Deus ………………………………………………… 68
APRESENTAÇÃO
Vi o Dr. Paul Yonggi Cho pela primeira vez em 1958, pouco depois de ele começar sua obra pioneira entre os pobres do nordeste de Seul, Coréia. Desde então tem o Dr. Cho demonstrado ser uma pessoa sobre quem repousa a poderosa mão do Altíssimo; um homem de fé e visão, um dos mais preciosos servos de Deus, e pastor da maior igreja evangélica do mundo.
A igreja do pastor Cho, a Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, triplicou o número de seus membros nos últimos três anos e presentemente conta com mais de 55.000 membros ativos. O ministério mundial desta igreja é conhecido como Crescimento da Igreja Internacional, ministério que foi estabelecido com o propósito de organizar seminários para treinar pastores e líderes de igrejas, por todo o mundo, nos princípios bíblicos e práticos que regem o crescimento das igrejas. Deus revelou esses princípios, não somente para a igreja do pastor Cho, mas também para muitas outras igrejas ao redor do mundo.
Os capítulos deste livro foram preparados tendo como base conferências especiais que o Dr. Cho pronunciou no Southcastern College. O Dr. Cho, com sua visão característica, viu seus ouvintes não como meros estudantes de uma faculdade evangélica, mas como os líderes das igrejas do amanhã. E com esta solene responsabilidade falou abertamente acerca de suas mais profundas experiências pessoais.
Este livro proporciona verdades vitais, não só para o pastor e líder da igreja, mas também para cada homem, mulher, membros ativos do corpo de Cristo. E um guia espiritual para todos os cristãos que anseiam ter êxito na vida cristã. Escrito no estilo inimitável e loução oriental do Dr. Cho, recomendo calorosamente este livro ao leitor.
John W. Houston Vice-Presidente
Church Growth International
Fevereiro de 1978.
PREFÁCIO
É-me grande honra escrever o prefácio deste excitante livro de autoria do meu irmão em Cristo, Paul Yonggi Cho. Sou-lhe pessoalmente grato pela força espiritual e pelas introspecções que recebi de Deus mediante este grande pastor cristão.
Eu estava pregando em sua enorme igreja em Seul. na Coréia, quando recebi um telefonema dizendo que nossa filha fora tragicamente ferida em um horrível acidente automobilístico no estado de Iowa. Nosso querido amigo, Paul Yonggi Cho, acompanhou-nos ao aeroporto com suas orações e seu apoio. Horas depois de chegar a casa e ver pela frente a perspectiva de horas negras ao lado do leito de dor de minha filha, cuja perna esquerda havia sido amputada e cuja vida por pouco escapara da morte, encontrei-me lendo página após página do manuscrito ainda não publicado deste livro que agora, com entusiasmo, tenho a honra de apresentar. Descobri a realidade dessa dimensão dinâmica da oração que vem mediante o visualizar a experiência de cura. Linha após linha do manuscrito original foi sublinhada por este pastor, cansado da viagem; este pai que sofria. Só posso esperar e orar para que muitos cristãos — e não–cristãos também! — leiam este livro e dele tirem as espantosas verdades espirituais contidas em suas páginas.
Não tente compreendê-lo. Simplesmente comece a desfrutá-lo! É verdadeiro. Funciona. Testei-o.
Obrigado, Paul Yonggi Cho, por permitir que o Espírito Santo desse esta mensagem a nós e ao mundo.
Deus o ama e eu também!
Robert H. Schuller
INTRODUÇÃO
No caos que se seguiu ao conflito da Coréia, encontrei-me entre os que lutavam pela sobrevivência. Pobre, mas persistente, trabalhava em vários empregos no decurso de um dia.
Certa tarde, estava dando uma aula particular. Subitamente senti alguma coisa emanando-me do peito. Senti a boca cheia. Pensei que ia sufocar-me.
Abri a boca e o sangue começou a escorrer. Tentei estancar a hemorragia, mas o sangue continuava a sair-me pelo nariz e boca. Logo meu estômago e peito encheram-se de sangue. Severamente fraco, desmaiei.
Ao voltar a mim, tudo parecia rodar. Trêmulo, mal consegui chegar a casa.
Eu tinha dezenove anos de idade e estava morrendo.
Assustados, meus pais imediatamente venderam parte de suas posses a fim de levar-me a um bom hospital para tratamento. Os médicos fizeram exames cuidadosos; o diagnóstico: tuberculose incurável.
Ao ouvir esse julgamento, compreendi o quanto desejava viver. Minhas aspirações do futuro iam-se acabar antes de eu ter tido a chance de começar a viver.
Desesperado, voltei-me para o médico que dera o diagnóstico sombrio.
— Doutor — implorei — não há nada que o senhor possa fazer por mim?
Sua resposta muitas vezes ressoaria em minha mente.
— Não. Este tipo de tuberculose é muito raro Espalha-se tão rapidamente que não ha jeito de contê-la. Você tem três, no máximo quatro meses de vida. Vá para casa, jovem. Coma tudo o que desejar e diga adeus a seus amigos.
Desolado, deixei o hospital. Passei por centenas de refugiados na rua e senti-me ligado a eles. Sentia-me totalmente só. Eu era um dos que não tinham esperança.
Voltei para casa num estado mental de total confusão. Pronto para morrer, pendurei um calendário de três meses na parede. Por ter sido criado no budismo, orava diariamente para que Buda me ajudasse. Nenhuma esperança me vinha e a cada dia que passava eu ficava pior.
Percebendo que meu tempo de vida se encurtava, desisti da fé em Buda. Foi então que comecei a clamar ao Deus desconhecido. Pouco sabia eu do grande impacto que sua resposta teria sobre minha vida.
• • • • •
Alguns dias mais tarde, uma colegial veio visitar-me e começou a falar a respeito de Jesus Cristo. Contou–me do nascimento virginal de Jesus, sua morte na cruz, sua ressurreição e a salvação mediante a graça. Essas histórias pareciam não fazer sentido para mim. Eu não aceitava as histórias dela nem prestava muita atenção a essa jovem ignorante. Sua partida deixou–me com uma única emoção: alívio.
Mas no dia seguinte ela voltou. Voltou várias vezes, e toda vez perturbava-me com as histórias a respeito do
Deus-homem, Jesus. Depois de mais de uma semana destas visitas, fiquei grandemente agitado e repreendi-a asperamente.
Ela não saiu correndo envergonhada nem retaliou com raiva. Simplesmente ajoelhou-se e começou a orar por mim. Grandes gotas de lágrimas escorreram-lhe pelas faces, refletindo uma compaixão estranha às minhas filosofias e rituais budistas bem organizados e estéreis.
Ao ver suas lágrimas, meu coração foi profundamente tocado. Vi algo diferente nesta garota. Ela não recitava histórias religiosas para mim; ela vivia sua fé. Por intermédio de seu amor e lágrimas pude sentir a presença de Deus.
— Jovem —, implorei — por favor, não chore. Sinto muito. Agora conheço o seu amor cristão. Já que estou morrendo tornar-me-ei cristão para você.
Sua reação foi instantânea. Seu rosto iluminou-se e ela louvou a Deus. Apertando-me as mãos, deu-me sua Bíblia.
— Examine a Bíblia — instruiu ela. — Se a ler fielmente encontrará as palavras de vida.
Essa era a primeira vez em minha vida que tinha em mãos uma Bíblia. Lutando com esforço para respirar, abri no livro do Gênesis.
Ela sorriu, abrindo a Bíblia no evangelho de Mateus:
— O senhor está tão doente que se começar em Gênesis, acho que não durará o tempo suficiente para terminar o Apocalipse. Se começar com o evangelho de Mateus, acho que terá tempo de terminar.
Esperava encontrar profundos ensinamentos morais e filosóficos, mas o que eu li chocou-me. “Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó; Jacó, a Judá e a seus irmãos.”
Senti-me ridículo. Fechei a Bíblia, dizendo:
— Senhorita, não vou ler esta Bíblia. Isto é uma
história de um homem gerando outro. Preferiria ler uma lista telefônica.
— O senhor não reconhece esses nomes agora — respondeu ela. — Mas à medida que continuar a leitura, esses nomes terão significação especial para o senhor.
Encorajado, comecei a ler a Bíblia de novo.
• • • • •
Ao ler não encontrei filosofias nem teorias sistematizadas nem ciência médica nem quaisquer rituais religiosos. Mas encontrei um tema marcante: a Bíblia constantemente falava a respeito de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
A iminência de minha morte tinha-me levado à compreensão de que eu precisava de algo maior do que a religião, mais profundo do que a filosofia e mais alto do que a simpatia pelas tribulações da existência humana. Precisava de alguém que partilhasse minhas lutas e meus sofrimentos; alguém que pudesse dar–me a vitória.
Mediante a leitura da Bíblia descobri que esse alguém era o Senhor Jesus Cristo:
Essa Pessoa chamada Jesus Cristo não apresentava uma religião, um código de ética, nem uma série de rituais. De um modo profundamente prático, Jesus trazia a salvação à humanidade. Odiando o pecado, Cristo amava o pecador, aceitando a todos os que a ele se chegavam. Profundamente cônscio de meus pecados, sabia que precisava de seu perdão.
Cristo curou os doentes. Os enfermos vinham a ele, e ele curava a todos os que tocava. Isto trouxe fé a meu coração. Fiquei esperançoso de que ele pudesse me curar também.
Cristo deu paz aos perturbados. Ele insistia: “Tenham fé em Deus! Não se perturbem! Não há motivo para temor!” Cristo odiava o temor, mostrando que o homem nasceu a fim de viver pela fé. Cristo infundiu confiança, fé e paz aos que foram a ele pedindo ajuda. Essa tremenda mensagem emocionou-me o coração.
Cristo ressuscitou os mortos. Nunca encontrei um incidente na Bíblia em que Cristo tivesse dirigido um culto fúnebre. Ele trazia os mortos de volta à vida, transformando os funerais em magníficas ressurreições.
E o que mais sobressaía em minha mente era a misericórdia de Cristo para com os possessos do demônio. Durante a guerra da Coréia muitas pessoas perderam as famílias e os negócios. Sofrendo de esgotamentos nervosos, muitos tornaram-se completamente possessos pelo diabo. Destituídos de abrigo, andavam sem rumo pelas ruas.
Cristo estava pronto até mesmo para enfrentar esse desafio. Ele expulsou os demônios e restaurou os possessos à vida normal. O amor de Cristo era poderoso, tocava a vida e as necessidades de todos que vinham a ele.
Convencido de que Cristo Jesus estava vivo, e movido pela vitalidade de seu ministério, ajoelhei-me. Pedi que Cristo entrasse em meu coração e me salvasse, me curasse e me livrasse da morte.
Instantaneamente a alegria da salvação e a paz do perdão de Cristo me envolveram. Sabia que estava salvo. Cheio do Espírito Santo, levantei-me e gritei:
“Glória seja dada ao Senhor!”
Dessa hora em diante li a Bíblia como a pessoa que está morrendo de fome digere seu alimento. A Bíblia provia fundamento para toda a fé de que eu necessitava. A despeito do prognóstico e dos antigos sentimentos de temor, logo fiquei sabendo que ia viver. Em vez de morrer em três meses, levantei-me do leito da morte em seis.
Desde esse dia tenho pregado o evangelho dinâmico de Jesus Cristo. A garota, cujo nome jamais vim a saber, ensinou-me o nome mais precioso que jamais conhecerei.
Através dos anos Deus tem-me ajudado a compreender vários princípios importantes de fé. Esses são os princípios que partilho com você nos capítulos que se seguem, para que você possa entrar numa dimensão mais profunda e numa vida mais abundante.
Cristo jamais muda. Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre.
Cristo deseja carregar seus fardos. Jesus pode perdoar-lhe e curá-lo. Ele pode expulsar Satanás e dar-lhe confiança, fé e paz.
Cristo deseja dar-lhe a vida eterna a fazer parte do seu viver diário. Ao passo que os ladrões vêm para matar e destruir, Jesus Cristo vem para dar vida, completa e livre.
Mediante a presença do Espírito Santo, Jesus está com você neste instante. Cristo deseja curá-lo e libertá-lo da morte. Ele é o seu Senhor redivivo. Coloque sua fé em Jesus Cristo e espere um milagre hoje.
Capítulo 1
INCUBAÇÃO: UMA LEI DA FÉ
Deus jamais produzirá nenhuma de suas grandes obras a menos que a realize por meio de sua fé, da fé que deu a você. Supõe-se que você tenha fé porque a Bíblia diz que Deus deu a todos nós uma medida de fé. Você deve ter um pouco de fé, quer o sinta quer não. Você pode tentar sentir a fé, mas quando você necessita de fé, ela se faz presente. Está presente para seu uso, como o possuir dois braços; quando deles necessita é só movê-los e usá-los. Não é necessário sentir que meus braços estejam pregados aos meus ombros para saber, que os possuo.
Há, contudo, certos modos pelos quais sua fé opera e o liga ao Pai celestial que habita em você. A Bíblia diz que a fé é a substância das coisas que esperamos, substância que possui uma primeira etapa de desenvolvimento — de incubação — antes que seu uso possa ser completo e eficaz. Agora você poderá perguntar: “Quais são os elementos necessários para tornar minha fé usável?” Há quatro passos básicos no processo da incubação.
• • • • •
Primeiro, a fim de usar sua fé é preciso que você tenha a visão de um objetivo claro. A fé é a substância das coisas — coisas nítidas — que se esperam. Se tiver uma idéia vaga de sua meta, então estará fora de contato com Aquele que pode responder à sua oração. É preciso que você tenha uma meta clara e definida. Aprendi esta lição de uma maneira muito especial.
Tinha estado no ministério pastoral durante alguns meses e era tão pobre que não possuía bens materiais nenhuns. Era solteiro e vivia num quarto pequeno. Não tinha escrivaninha nem cadeira nem cama. Comia no chão, dormia no chão e estudava no chão. Tinha de andar quilômetros e quilômetros todos os dias para poder desempenhar meu ministério de ganhar almas.
Mas um dia, enquanto lia a Bíblia, fiquei tremendamente impressionado pelas promessas de Deus. A Bíblia dizia que se tão-somente eu colocasse minha fé em Jesus e orasse em seu nome, eu receberia tudo que pedisse. A Bíblia também me ensinava que eu era filho de Deus, filho do Rei dos reis, e Senhor dos senhores!
De modo que então orei, dizendo:
“Pai, por que deve um filho do Rei dos reis e Senhor dos senhores viver sem escrivaninha, sem cadeira, sem cama e andar quilômetros todos os dias? Pelo menos eu poderia ter um escritório humilde, uma cadeira em que sentar, e uma humilde bicicleta a fim de sair a fazer visitas.”
Achava que segundo as Escrituras eu podia pedir estas coisas ao Senhor. Ajoelhei-me e orei:
“Pai, agora estou orando. Por favor, envia-me uma escrivaninha, uma cadeira e uma bicicleta.”
Pus toda a minha fé no pedido e dei graças a Deus.
A partir desse momento comecei a esperar a entrega dessas coisas. Passou um mês e não recebi resposta alguma. Passaram dois, três, quatro, cinco, seis meses e ainda continuava a esperar; e nada acontecia. Certo dia chuvoso eu estava realmente deprimido. Não tinha comido nada, estava com muita fome, cansado, deprimido e comecei a reclamar:
“Senhor, pedi-lhe uma escrivaninha, uma cadeira e uma bicicleta vários meses atrás, e não me deste nenhuma destas coisas. Tu vês que estou pregando o evangelho para as pessoas pobres deste bairro pobre. Como posso pedir-lhes que exercitem a fé quando eu mesmo não posso praticá-la? Como posso pedir-lhes que coloquem a fé no Senhor e vivam pela Palavra, e não pelo pão?
“Meu Pai, estou tão desanimado. Não estou muito certo disso, mas sei que realmente não posso negar a Palavra de Deus. A Palavra deve permanecer, e tenho certeza de que vais responder-me, mas desta vez eu simplesmente não tenho certeza do quando e como. Se vais responder à minha oração depois que eu morrer, de que me aproveitará isso? E se vais responder à minha oração, faze-o rapidamente, por favor!”
Então, sentei-me e comecei a chorar. Subitamente senti uma serenidade, uma tranqüilidade invadindo–me a alma. Toda vez que me vem esse tipo de sentimento, sentimento da presença de Deus, ele sempre fala; de modo que esperei. Então aquele cicio suave ressoou em minha alma e espírito, dizendo:
“Meu filho, ouvi sua oração muito tempo atrás.”
Exclamei abruptamente:
“Então, onde estão minha escrivaninha, minha cadeira e minha bicicleta?”
Disse-me o espírito:
“Sim, esse é o seu problema, o problema de todos os meus outros filhos. Imploram exigindo todo tipo de coisas, mas o fazem com termos tão vagos que não posso responder. Será que você não sabe que há dezenas de tipos de escrivaninhas, cadeiras e bicicletas? Mas você simplesmente pediu-me uma escrivaninha, uma cadeira e uma bicicleta. Não pediu uma escrivaninha específica, nem uma cadeira nem uma bicicleta específicas.”
Este foi um ponto crítico de minha vida. Nenhum professor do instituto bíblico me havia ensinado estas coisas. Eu tinha cometido um erro que resultou num abrir de olhos para mim.
Então disse eu:
“Senhor, realmente desejas que eu ore em termos específicos?”
Desta vez o Senhor me levou para Hebreus. capítulo 11: “A fé é a certeza de coisas”, coisas bem específicas, “que se esperam.”
Ajoelhei-me de novo e disse: Pai, sinto muito. Cometi um grande erro e te compreendi mal. Cancelo todas as minhas orações passadas. Começarei tudo de novo.”
Então dei o tamanho da escrivaninha, que devia ser de mogno das Filipinas. Queria o melhor tipo de cadeira, uma cadeira de escritório, de aço, com rodinhas para que pudesse mover-me de um lado para outro, como um manda-chuva.
Falei-lhe, depois, da bicicleta. Dei muita consideração a esse assunto, porque há tantos tipos de bicicletas: coreanas, japonesas, formoseanas e alemãs. Mas naqueles dias as bicicletas coreanas e japonesas geralmente eram muito franzinas e eu queria uma bicicleta forte e maciça. E como as bicicletas de fabricação norte-americana são muito boas, orei dizendo:
“Pai, desejo uma bicicleta fabricada nos Estados Unidos, com algumas marchas para que eu possa regular a velocidade.”
Encomendei estas coisas em termos tão específicos que Deus não poderia cometer erro algum em entregá-las. Então realmente senti a fé fluir do coração e regozijei-me no Senhor. Nessa noite dormi como uma criança.
Mas ao despertar, às 4:30 da manhã seguinte, a fim de preparar-me para a reunião de oração matinal, repentinamente descobri que meu coração estava vazio. Na noite anterior eu tinha toda a fé que há no mundo, mas enquanto dormia a fé bateu asas e me deixou, Não sentia nada no coração. Disse:
Pai, isto é terrível. Uma coisa é ter fé, mas é totalmente diferente conservar essa fé até receber a resposta.”
Este é um problema comum a todos os cristãos. Podem escutar por algum tempo a um pregador excelente e ter toda a fé que há no mundo enquanto o ouvem. Mas antes que cheguem a casa já perderam tudo. Sua fé bate asas e voa.
Nessa manhã, lendo a Bíblia à procura de uma passagem especial para pregar, repentinamente meus olhos caíram em Romanos 4:17; “Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem.” Meu coração pegou-se a esta passagem, e ela começou a queimar-me as entranhas. Disse a mim mesmo: “Acho que podia simplesmente chamai- à existência aquelas coisas que não existem como se existissem, como se já as possuísse.” Eu tinha recebido a resposta ao problema de como conservar minha fé.
Corri para a tenda que nos servia de igreja, onde as pessoas já haviam começado a orar, e depois de cantarmos alguns hinos comecei a pregar. Expus-lhes essa passagem bíblica e disse:
— Irmãos, pela bênção de Deus já tenho uma escrivaninha de mogno das Filipinas, uma linda cadeira de aço com rodinhas, e uma bicicleta com marchas de fabricação norte-americana. Louvado seja o Senhor! Já recebi todas estas coisas!
As pessoas ficaram a olhar-me de boca aberta, pois sabiam que eu era totalmente pobre e gabava-me destas coisas, e não podiam acreditar no que ouviam.
Pela fé, realmente louvava a Deus, fazendo justamente o que a Palavra de Deus ordena.
Depois do culto, enquanto saía, três rapazes seguiram-me e disseram:
— Pastor, queremos ver suas coisas.
Fiquei aterrado porque não tinha contado com a possibilidade de ter de mostrar minhas coisas. Todos os membros da igreja moravam em um dos bairros mais pobres e se percebessem que seu pastor lhes havia mentido, meu ministério ali estaria terminado. E os jovens não estavam dispostos a voltar atrás. Achava-me em uma terrível situação, e comecei a orar:
“Senhor, desde o princípio essa não foi idéia minha. Foi tua idéia que eu lhes dissesse isso. Simplesmente te obedeci, e agora estou em apuros. Falei-lhes como se fosse dono das três coisas. Que explicação posso dar-lhes agora? Tu precisas ajudar-me, como sempre tens feito.”
Então o Senhor veio em meu auxílio, e uma idéia começou a flutuar em meu coração. De modo que lhes disse resolutamente:
— Venham a meu quarto e as verão.
Todos foram e começaram a olhar ao redor procurando a bicicleta, a escrivaninha e a cadeira. Disse eu:
— Não procurem essas coisas. Eu lhas mostrarei mais tarde.
Apontei o dedo para o Sr. Park, que agora é pastor de umas das maiores igrejas das Assembléias de Deus na Coréia, e disse:
— Far-lhe-ei algumas perguntas. Se você puder responder às minhas perguntas, mostrar-lhe-ei todas essas coisas. Por quanto tempo você esteve no ventre de sua mãe antes de vir ao mundo?
Ele cocou a cabeça e disse:
— Bem, nove meses. Respondi então:
— O que fez você durante nove meses no ventre de sua mãe?
— Cresci.
— Mas — prossegui —, ninguém o via.
— Ninguém podia ver-me porque eu estava dentro de minha mãe.
Então eu disse:
— Ainda no ventre de sua mãe você era o mesmo bebê que nasceu para o mundo. Você respondeu corretamente. A noite passada ajoelhei-me aqui e orei ao Senhor pedindo a escrivaninha, a cadeira e a bicicleta e pelo poder do Espírito Santo concebi essas coisas. É como se estivessem dentro de mim, crescendo neste momento. E são tanto escrivaninha, cadeira e bicicleta como quando forem vistas pelas pessoas na época de sua entrega.
Eles começaram a rir a mais não poder. Disseram:
— Esta é a primeira vez que já vimos um homem grávido de uma bicicleta, uma escrivaninha e uma cadeira — e saindo do meu quarto começaram a espalhar por toda a cidade o rumor de que o ministro estava grávido de uma bicicleta, uma cadeira e uma escrivaninha. Mal podia andar pela cidade; as mulheres se juntavam olhando para mim e davam risadinhas. E alguns jovens travessos de minha igreja chegavam a mim no domingo, tocavam-me o estômago e diziam:
— Pastor, quantos meses faltam?
Mas naqueles dias todos eu sabia que tinha tais coisas crescendo dentro de mim. Leva tempo, assim como a mãe leva tempo para dar à luz o filho. Sem dúvida alguma, as coisas que você pediu hoje levarão algum tempo antes que cheguem, mas você já está grávido delas, e no devido tempo as terá.
Mantive-me louvando ao Senhor constantemente e no tempo devido as três coisas chegaram. E chegaram exatamente como encomendadas: a escrivaninha era de mogno das Filipinas, a cadeira era japonesa, fabricada pela companhia Mitsubishi, e tinha rodinhas para que eu pudesse mover-me e a bicicleta, de segunda mão, era norte-americana e tinha várias marchas, tinha sido de um filho de um casal de missionários norte-americanos.
Trouxe para casa essas três coisas pelas quais tinha esperado tanto tempo, e isso mudou por completo minha maneira de orar.
Até então tinha orado em termos vagos; mas desse dia em diante jamais orei em termos vagos. Se Deus respondesse às suas orações vagas, você jamais reconheceria seu pedido como sendo resposta de Deus. Você deve pedir definida e especificamente.
O Senhor não se agrada de orações vagas. Quando o cego Bartimeu, filho de Timeu, veio correndo em pós de Jesus Cristo, clamou: Filho de Davi, tem compaixão de mim.” Embora todo mundo soubesse que ele estava pedindo a cura de sua cegueira, Cristo perguntou: “Que queres que te faça?” Cristo deseja pedidos específicos. Disse Bartimeu: “Senhor, desejo ver.” Jesus respondeu: “Seja feito segundo a tua fé.” os olhos de Bartimeu foram abertos.
Mas até que ele pedisse especificamente a cura de sua cegueira, Cristo não pronunciou a cura. Ao trazer sua petição ao Senhor, venha com um pedido específico, com um objetivo definido, com uma meta clara.
Certa vez eu visitava um igreja, e depois da pregação a esposa do pastor pediu-me que fosse ao escritório. O pastor perguntou:
— Cho, você poderia orar por esta senhora?
— De que necessita ela — perguntei.
— Bem, ela deseja casar-se e ainda não encontrou marido.
— Peça-lhe que entre.
De modo que uma solteirona de mais de trinta anos entrou. Perguntei-lhe:
— Irmã, por quanto tempo tem orado pedindo um marido?
— Por mais de dez anos — respondeu ela.
— Por que Deus não respondeu à sua oração nestes dez anos? — perguntei. — Que tipo de marido você tem solicitado?
— Bem, isso fica com Deus. Ele sabe de tudo — respondeu ela, sacudindo os ombros.
— É esse o seu erro. Deus jamais opera por si mesmo, mas somente por nosso intermédio. Deus é a fonte eterna, mas ele somente opera por meio de nossos pedidos. Você realmente deseja que eu ore por você?
— Sim.
— Muito bem; traga-me papel e lápis e sente-se à minha frente.
Ela sentou-se e eu disse:
— Se você escrever as respostas às minhas perguntas orarei por você. Pergunta número um: Você realmente deseja um marido, mas que tipo de marido quer: branco, asiático ou preto?
— Branco.
— Muito bem. Escreva isso. Número dois: Você deseja que seu marido tenha l,80m de altura ou pode ele ser mais baixo?
— Oh, desejo um marido alto.
— Escreva isso. Número três: Você deseja que seu marido seja esbelto e de boa aparência ou simplesmente agradável e gordo?
— Quero que seja magro.
— Escreva: magro. Número quatro: Que tipo de passatempo deseja que seu marido tenha?
— Bem, gostaria que fosse musical.
— Muito bem. Escreva: musical. Número cinco: Que
tipo de emprego você quer que seu marido possua?
— Professor.
— Muito bem. Escreva: professor.
Fiz-lhe mais ou menos dez perguntas e então disse:
— Por favor, leia a sua lista em voz alta.
Ela leu todos os pontos, de 1 a 10, em voz alta. Então eu disse:
— Feche os olhos. Você pode ver seu marido agora?
— Sim, posso vê-lo claramente.
— Muito bem. Encomendemo-lo agora. Enquanto não vir seu marido claramente com os olhos da imaginação você não pode fazer o pedido, porque Deus jamais responderia. É preciso que você o veja claramente antes de começai” a orar. Deus nunca responde a orações vagas.
Ela ajoelhou-se e impus as mãos sobre ela.
“Ó Deus, agora ela conhece o marido que deseja. Vejo seu marido. Tu conheces o marido dela. Pedimo-lo em nome de Jesus Cristo.” Continuei, dirigindo-me a ela:
— Irmã, leve este pedaço de papel para casa e cole–o no espelho. Todas as noites, antes de ir para a cama, leia estes dez pontos em voz alta, e todas as manhãs, ao se levantai1, leia em voz alta estes dez pontos, e louve a Deus pela resposta.
Passou-se um ano. E aconteceu de eu estar passando por essa cidade novamente quando a esposa do ministro me telefonou. Disse ela:
— Pastor, será que o senhor pode vir almoçar conosco?
— É claro que posso —. Fui almoçar com eles. Assim que cheguei ao restaurante ela disse:
— Ela se casou! Ela se casou!
— Quem é que se casou?
— Lembra-se daquela moça por quem o senhor orou? Aquela a quem o senhor pediu que escrevesse os dez pontos? Ela se casou!
__. Sim, agora me lembro. O que aconteceu?
__ Naquele verão um professor de música de ginásio veio à igreja com um quarteto a fim de realizar um reavivamento de uma semana. Ele era solteiro e todas as moças estavam doidas por ele; queriam sair com ele, mas esse camarada não lhes dava a menor atenção. Entretanto, ficou fascinado por aquela solteirona. Estava sempre com ela e antes de ir embora, pediu-a em casamento. Ela, sem muita relutância, deu-lhe o seu consentimento. Casaram-se naquela igreja, para a alegria de todos, e no dia de seu casamento a mãe dela pegou aquele pedaço de papel, leu os dez pontos para a congregação, rasgando-o em seguida.
Parece história, mas realmente é assim que funciona. Desejo lembrar-lhe uma coisa: Deus está dentro de você. Deus nunca opera nada que se refira à sua vida independentemente de você. Deus só operará mediante seu pensai*, sua fé; de modo que sempre que desejar receber respostas do Senhor, apresente objetivos claros.
Não diga: